20 de nov. de 2025
Em uma clínica terapêutica, a confiança é a moeda mais valiosa. Quando uma família entrega um filho para terapia, ela não entrega apenas a criança; ela entrega os segredos, as angústias e o histórico de saúde mais íntimo daquela família.
No mundo digital, proteger essa confiança não é apenas "ética"; é lei.
A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) mudou as regras do jogo. O que antes era apenas uma "falta de cuidado" (como deixar uma ficha solta na recepção), hoje é uma infração passível de multas que podem chegar a 2% do faturamento da empresa.
Mas calma. Não é preciso pânico. É preciso processo. Neste guia, vamos sair do "juridiquês" e ir para a prática: como proteger sua clínica de vazamentos, processos e do maior vilão da segurança atual — o WhatsApp.
1. Entenda o Risco: Dado Pessoal vs. Dado Sensível
A LGPD divide os dados em categorias. Clínicas lidam com a categoria mais crítica de todas: os Dados Sensíveis.
Dado Pessoal: Nome, CPF, Telefone. (Risco Médio).
Dado Sensível: Diagnóstico (CID), Laudo, Religião, Histórico de Saúde. (Risco Máximo).
Se vazar o CPF de um paciente, é ruim. Se vazar que ele tem um diagnóstico psiquiátrico específico e isso cair na escola ou no trabalho dele, o dano moral é gigantesco. A lei protege esses dados com rigor absoluto.
2. O Maior Erro das Clínicas: A Armadilha do WhatsApp
Se sua equipe tem um grupo no WhatsApp chamado "Caso Joãozinho" onde a fonoaudióloga manda áudio sobre a sessão e a psicóloga manda foto do relatório, sua clínica está vulnerável.
Por que o WhatsApp é perigoso para dados de saúde?
Mistura de Contextos: O celular é pessoal. A foto do laudo do paciente fica na galeria do celular do terapeuta, ao lado das fotos do churrasco de domingo.
Sem Controle de Acesso: Se o terapeuta perder o celular ou for roubado, o ladrão tem acesso ao histórico clínico dos seus pacientes.
Backup Descontrolado: Você não sabe onde esses dados estão salvos.
A Solução: Dados de saúde devem ficar dentro de sistemas criptografados, não em redes sociais.
3. Controle de Acesso: Quem vê o quê?
Outro ponto crítico da LGPD é o princípio da "Necessidade". Só deve ter acesso ao dado quem realmente precisa dele para trabalhar.
A Recepcionista: Precisa ver o telefone, o endereço e se o pagamento foi feito. Ela NÃO precisa (e não deve) ler a evolução da sessão de psicologia.
O Terapeuta: Precisa ver o prontuário completo, mas não precisa ver o fluxo de caixa da empresa.
Se você usa papel ou sistemas simples (planilhas), é impossível segregar isso. Ou a pessoa vê tudo, ou não vê nada.
4. Como a Tecnologia Blinda Sua Clínica
É aqui que um software especializado como a Autiz se torna seu departamento jurídico preventivo.
Diferente de pastas compartilhadas no Google Drive ou grupos de mensagens, a Autiz foi desenhada com "Security by Design" (Segurança desde o projeto):
Hierarquia de Permissões: Na Autiz, você configura exatamente o que cada perfil pode ver. A secretária acessa a agenda, mas o prontuário clínico aparece bloqueado para ela. Isso mitiga o risco de fofocas ou vazamentos na recepção.
Centralização Segura: As discussões sobre o caso acontecem dentro do prontuário do paciente. Se um terapeuta sair da clínica, você corta o acesso dele ao sistema e os dados permanecem seguros com a empresa. Nada fica no celular pessoal dele.
Log de Auditoria: O sistema registra quem criou, editou ou visualizou cada informação.
5. Checklist Básico de Conformidade
Para dormir tranquilo, garanta que sua clínica tenha:
Termo de Consentimento: O paciente (ou responsável) assinou que concorda com a coleta de dados?
Política de Privacidade: Está claro para o paciente como você cuida dos dados dele?
Treinamento da Equipe: Sua secretária sabe que não pode passar informações de pacientes por telefone sem confirmar a identidade?
Sistema Seguro: Você abandonou o papel e as planilhas soltas?
Conclusão
Investir em segurança de dados não é "gasto com TI". É investir na longevidade da sua clínica. Um vazamento de dados destrói em minutos uma reputação que levou anos para ser construída.
Proteja seus pacientes. Proteja seu negócio.
Sua equipe ainda troca fotos de laudos pelo WhatsApp? Isso é uma bomba relógio. Traga sua comunicação para dentro da Autiz e garanta a segurança que a lei exige e que seu paciente merece. Conheça os recursos de segurança da Autiz
FAQ (Perguntas Frequentes)
Posso usar o WhatsApp para agendar consultas? Sim! Para fins administrativos (agendamento, confirmação, envio de boleto), o WhatsApp é excelente e permitido. O risco está na troca de informações clínicas (diagnósticos, evoluções, desabafos, fotos de terapia).
O paciente pediu para apagar todos os dados dele. Devo apagar? Cuidado. A LGPD dá ao titular o direito de exclusão, MAS a legislação de saúde (Conselhos de Classe e Leis de Prontuário) obriga a guarda do prontuário por 20 anos. Nesse caso, a obrigação legal de guarda se sobrepõe. Você deve bloquear o uso dos dados para marketing, mas deve manter o arquivo histórico guardado e seguro.
A Autiz faz backup dos meus dados? Sim. Diferente do papel (que se queimar, acabou) ou do computador local (que pode quebrar), a Autiz salva seus dados em servidores na nuvem com backups automáticos diários. Se seu computador for roubado, os dados da clínica continuam intactos e seguros na nuvem.
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